quinta-feira, julho 23, 2009

Artigo de Interesse Público - Reproduzido da revista Veja, edição 2.122, 22/07/09


Numa palestra que fez recentemente em São Paulo, o jornalista americano Gay Talese, um homem que sabe sobre o seu ofício praticamente tudo o que é possível saber, ou está muito perto disso, descreveu uma situação imaginária em que vale a pena pensar um pouco. Um cidadão caminha por uma avenida de Nova York, sugere Talese, e no seu trajeto passa, sucessivamente, por diversos edifícios: um que está cheio de advogados, outro que está cheio de homens de negócios, mais adiante um que está cheio de políticos e, no fim, um que está cheio de jornalistas. Em qual desses edifícios, pergunta ele, estariam sendo contadas naquele momento menos mentiras? Na sua opinião, alimentada por mais de cinquenta anos de experiência, não há dúvida: o prédio onde se mente menos é o dos jornalistas, em Nova York ou em qualquer outro lugar do mundo, inclusive aqui. Não há prova científica de que Talese esteja certo – mas, sinceramente, o que ele diz faz todo o sentido.

Longe daqui a menor ideia de ofender quem quer que seja; na verdade, por prudência e para simplificar a história, fiquemos só com dois dos edifícios citados, o dos políticos e o dos jornalistas. Dá para alguém sustentar, a sério, que os políticos – nossos atuais senadores da República, por exemplo – diriam menos mentiras para o público? Isso não quer dizer, é claro, que jornalistas sejam pessoas melhores que quaisquer outras; como todas as demais, infelizmente, terão de suar a camisa, no Dia do Juízo Final, para explicar seus muitos pecados. Quer dizer, apenas, que mentem menos, e isso conta, quando se considera o trabalho que fazem. Causar danos menores pode ser uma vantagem bem modesta, mas na prática sempre faz alguma diferença – e os jornalistas brasileiros andam necessitados de qualquer diferença a favor que possam encontrar, diante de tanta coisa ruim que se joga nas suas costas hoje em dia.

A ouvir o que se diz no governo e nos seus arredores, por exemplo, os jornalistas estariam entre as piores desgraças que este país tem para enfrentar no momento, mais ou menos no mesmo nível ocupado pela elite branca do sul e outros inimigos das causas populares. Murmura-se, sombriamente, que são filiados de carteirinha do PIG, ou "Partido da Imprensa Golpista". Quando publicam notícias sobre a última vigarice de senadores e deputados, revelam que ministros de estado não têm os altos diplomas que constavam em seus currículos oficiais ou informam que empresas-laranja recebem dinheiro público em pagamento de serviços que não executaram, são acusados de "desestabilizar" o Brasil. Brigadas de apoio ao governo, ao PT ou a seitas da base aliada propõem o tempo todo o "controle social dos meios de comunicação". Neste momento, pretendem fazer 1 000 "conferências municipais" e 27 "conferências estaduais" em preparação a uma "Conferência Nacional de Comunicação" que o governo quer realizar em dezembro; ainda não está claro se os "movimentos sociais" vão permitir que o direito à propriedade privada dos órgãos de imprensa, assegurado pela Constituição brasileira, possa ser defendido nesse encontro.

O governo também parece ter criado um padrão para reagir a qualquer informação de safadeza publicada pela imprensa: admite que é preciso "investigar" o que foi noticiado, mas ao mesmo tempo, e todas as vezes, acusa os jornalistas de "demonizar" quem está envolvido na notícia. É engraçado. Nenhum jornalista, por exemplo, jamais chamou o senador José Sarney de "grande ladrão da Nova República"; também não foi registrada uma única mentira ou erro factual em tudo o que os jornalistas publicaram nos últimos três meses sobre os horrores cometidos no Senado Federal. Quem chamou Sarney de "ladrão" anos atrás, além de "grileiro" e outras coisas, foi o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que hoje não admite a menor restrição ao seu atual aliado. Pelo jeito, então, não há problema em chamar o senador de "ladrão"; o que não pode é dizer que ele empregou as sobrinhas, recebeu pagamentos indevidos em seu contracheque ou preside uma fundação que transaciona com empresas-fantasma. Aí já é "demonizar".

Aos jornalistas, no Brasil de hoje, não basta mentir menos que os políticos, ou não insultar as pessoas. Para receber o selo de aprovação oficial, parece que estão precisando, também, passar por campos de reeducação do governo, talvez com cursos da professora Marilena Chaui, nos quais reconheceriam seus erros, fariam uma autocrítica sincera e perderiam, de uma vez por todas, essa mania de ficar demonizando os outros.

quarta-feira, julho 15, 2009

Manifestações contra decisão do STF continuam. FENAJ definirá novas ações


Protestos contra a decisão do Supremo Tribunal Federal, que aboliu o diploma de curso superior de Jornalismo como requisito para o exercício da profissão, continuam em todo o país. Manifestações de legislativos estaduais e entidades também prosseguem fortalecendo a luta pelo restabelecimento do diploma. Dirigentes da FENAJ e de Sindicatos de Jornalistas discutem em São Paulo, nesta sexta-feira (17/7), estratégias de ampliação e fortalecimento do movimento.

Jornalistas, estudantes, populares, dirigentes de entidades sindicais, Conselhos Profissionais, parlamentares e autoridades participaram de um ato público realizado no dia 9 de julho, no Centro de João Pessoa (PB), contra a decisão do STF. Sob a palavra de ordem "fora Gilmar", houve enterro simbólico do presidente do Supremo.

No Rio, nova manifestação aconteceu na manhã de domingo (12/7) a favor da obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão e das Propostas de Emenda Constitucional (PEC) que tramitam no Congresso Nacional. Durante a caminhada do Leme até o Posto Seis, fantasiados de diabo, com chifres e portando tridentes, em referência aos ministros do STF, os participantes do protesto receberam manifestações de solidariedade.

Mantendo a chama desta luta acesa, o Sindicato dos Jornalistas do Paraná realizará uma vigília nesta sexta-feira, a partir das 18h, na escadaria do Prédio Histórico da UFPR (Praça Santos Andrade, 50, Centro de Curitiba), em defesa da formação superior específica para o exercício da profissão. A manifestação marcará exatos 30 dias da absurda decisão do STF.

A Assembléia Legislativa de Alagoas aprovou uma Moção de Apoio à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), que dispõe sobre a exigência do diploma para o exercício da profissão. O Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ) e a Associação Brasileira da Propriedade Intelectual do Jornalista (APIJOR) também incentivam seus dirigentes e associados a buscarem contatos com os parlamentares de seus estados para apoiarem a criação da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Jornalismo e as PECs que tramitam no Congresso.

Estratégias de ação
Antecedendo o Seminário Nacional que a FENAJ promove neste final de semana sobre a Conferência Nacional de Comunicação, em São Paulo, dirigentes da Federação e de Sindicatos de Jornalistas discutem, na sexta-feira, novos encaminhamentos na luta em defesa do diploma e da regulamentação profissional dos jornalistas. Estarão em debate as implicações da decisão do STF sobre a regulamentação profissional da categoria e encaminhamentos jurídicos, nova agenda de mobilizações e ações para agilizar a constituição da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Diploma e das propostas de emenda constitucional que tramitam no Congresso Nacional.

Alteração de edital da FINEP é criticada
Encerrou-se nesta terça-feira o novo prazo de inscrições para o concurso que a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) está promovendo para formação de cadastro de reserva. Após a decisão do STF, o órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia mudou o edital do concurso, aceitando graduação em qualquer área para concorrer ao cargo de analista de comunicação social.
"Estão sendo mais realistas do que o rei, pois não há nada que impeça a exigência do diploma de Jornalismo em concursos públicos", criticou o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade. Em blogues e sites noticiosos, a mudança no edital da Finep foi classificada de "política de caça-níqueis".

Quem se sentir lesado com a "nova regra" e a reabertura das inscrições pode requerer devolução da taxa de inscrição.




FONTE:
FENAJ

segunda-feira, julho 13, 2009

PEC dos Jornalistas é protocolada na Câmara


Na manhã de quarta-feira (8/7), o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) protocolou a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que restitui a exigência do diploma de curso superior para exercer a profissão de jornalista. A PEC nº 386/2009 foi respaldada com a assinatura de 191 deputados.


Com conteúdo semelhante à proposta protocolada pelo senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) no dia 1º de julho, a PEC apresentada na Câmara dos Deputados também obteve número de assinaturas bem superior ao mínimo necessário para sua tramitação. A proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça da Casa e, caso aprovada, será encaminhada para apreciação em plenário.

O deputado Paulo Pimenta foi um dos primeiros a reagir à decisão do Supremo Tribunal Federal que acabou com a exigência do diploma para o exercício profissional do Jornalismo. Já no dia 17 de junho, logo após a votação no STF, o parlamentar, que também é jornalista, protestou no plenário da Câmara dos Deputados.

Na avaliação do parlamentar gaúcho, a rápida reação da sociedade desaprovando "o absurdo cometido pela Corte Suprema brasileira" foi importante para a repercussão do descontentamento social no Congresso Nacional. Ele lembra que a decisão do STF abriu precedente para a desregulamentação de outras profissões e destacou que a atividade jornalística é mais do que a simples prestação de informação ou a emissão de uma opinião pessoal. "Ela influencia na decisão dos receptores da informação. Por isso, não pode ser exercida por pessoas sem aptidão técnica e ética", sustentou.



Fonte: FENAJ

sexta-feira, julho 10, 2009

Jornalismo não é só escrever bem (Humberto Azevedo*)

É por este comentário que a imprensa brasileira é uma porcaria, a categoria a todo instante é desrespeitada e alguns Zé Manes oriundos de outras áreas são tão acariciados e aplaudidos, quando deveriam ser execrados.

Vou eu querer exercer o direito de defesa do Direito universal de outrem sem possuir número na OAB, para ver se não me processam. É muito fácil falar.

Mas e as várias gerações que a partir de 69 se dedicaram a estudar, digo, estudar o que sempre foi o discurso da direita, para conseguir uma colocação profissional melhor e aí não conseguem nada porque uns pistoleiros ocupam suas vagas pela amizade, pelo contato social ou simplesmente pelo desprezo dos patrões aos estudados e às leis.

E isso só ao abordarmos a Pequena Grande Imprensa. Pois, se fomos analisar o comportamento da Grande Pequena e Média Imprensa, percebermos uma qualidade baixa, vagas ocupadas por pessoas que nem sequer possuem o ensino fundamental completo com salários sendo pagos nos valores do mínimo, do menor salário do País, ou um pouquinho mais, com uma carga horária exercida como a de um balconista de varejo.

Eu não considero o Sr. "Diobobo My Nardes" meu colega de profissão. Ele é um pára-quedista, um bocoió que agrada a pobre elite brasileira com seus textos fantasiosos que miram na Europa e nos EUA o perfil a ser seguido. Nada mais que uma cópia da velha tradição odiosa colonial que persiste no Brasil do século 21.

Arnaldo "Jaburu" um jornalista como eu? Nunca cumpriu uma pauta policial ou sequer compreendeu que texto jornalístico é informativo e não poético, literário ou qualquer baboseira que agrada aos ouvidos e olhos ignorantes de uma classe social que por ter dinheiro acredita estar acima da lei.

Jornalista foi Barbosa Lima Sobrinho que entrevistado por mim dois meses antes de morrer afirmara que jornalista é aquele que defende a pátria de todos aqueles parias que entregam a Nação como um gigolô entrega sua mulher como uma prostituta para o mais abastado.

Barbosa Lima Sobrinho, criador da Associação Brasileira de imprensa, na defesa da categoria daqueles que produziam informações, não era simplesmente um brilhante advogado que se fez na redação e sim o contrário.

Jornalismo não é só escrever bem. Senão todos os romancistas, poetas, contistas etc seriam brilhantes jornalistas. Jornalista é aquele cidadão que não se conforma com a mediocridade de uma sociedade e quer a todo o momento fuçar, investigar, buscar, publicar e INFORMAR aquilo que a sociedade não quer ver ou perceber.

Jornalista não é ser papagaio da moral, da falta de ética ou simplesmente um mero noticiador do que aconteceu com aquela sociedade que a própria quer ouvir.

Jornalista, a exemplo do meu mestre Alexandre José Barbosa Lima Sobrinho, é um cidadão privilegiado que não o é por ter atingido os cargos mais cobiçados numa empresa midiática e sim porque não pára de querer transformar o seu meio em algo melhor, mesmo que para isso tenha que se passar por louco, chato ou inconveniente.

O diploma de jornalista não faz um jornalista integralmente, mas é o melhor caminho para se evitar que o famoso Quem Indica, tão praticado em nossa terra, coloque nas redações pessoas que não têm nada a ver com o processo de produção de notícias.

O diploma deve ser algo básico exigido para os que se propõem a exercer uma profissão tão importante e séria. Com a decisão estúpida da maioria dos babacas da apequenada suprema corte, a grande comemoração foi daqueles que burlaram o sistema, são amigos dos donos da imprensa e dos próprios donos dos botecos de cachaça que produzem informação manipulada com o único objetivo de defender seus interesses.

Eu como profissional diplomado lamento a decisão. A mim a estúpida decisão não me afetará em nada. Como empresário do meio, até que posso ter gostado, mesmo sendo um pequeno proprietário de empresa jornalística. O deixe levar do mercado, tão propalado e defendido, acarretará num achatamento maior dos salários da profissão. Tirando as "estrelas", os operários das informações verão seus proventos diminuírem mais ainda, se isto é possível e será.

A briga indigesta que os sindicatos profissionais da categoria já entravam contra a toda poderosa mesa do patronato ficará ainda mais enfraquecida. Com a queda de vez da obrigatoriedade do diploma para o exercício profissional, o teto salarial instituído pelos sindicatos nas diversas unidades da Federação que já não eram cumpridos pela grande maioria da pequena e média imprensa será motivo de risada dos que contratam. Agora, o teto salarial virou piada definitiva.

O grande problema do País é querer que todas as funções sejam seguidas exemplarmente pelos que estão no topo, quando deveria ser o contrário. Os que estão no topo significam uma parcela ínfima e desprezível da realidade. O maior exemplo disso vem da grande paixão dos brasileiros: o futebol. O atual formato do Calendário promovido pela CONFEDERAÇÃO Brasileira privilegia apenas os grandes clubes e os atletas empregados nestes clubes. Os clubes pequenos, maiores empregadores, participam de apenas três meses dentro do calendário.

A questão é a mesma. Todos se preocupam com o modelo: Folha de S. Paulo; O Globo; O Estado de S. Paulo; Estado de Minas; Zero Hora etc. e esquecem por completo que as maiorias dos profissionais irão estar presentes nas pequenas e médias empresas. A estes são relegadas as selvagerias do mercado.

Um exemplo claro é demonstrado em Brasília, capital federal da República, onde o teto salarial instituído pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) é de R$ 1800,00. Porém, um jornal diário, Tribuna do Brasil, paga a seus repórteres, amplamente formados até então por estudantes de jornalismo, estagiários, e até mesmo, antes mesmo da decisão que desobriga o diploma como requisito básico para o exercício profissional, de pessoas sem o nível médio, os valores de R$ 450,00. O que acham que acontecerá de agora em diante? Talvez, os valores a serem pagos, reduzam para formalmente o valor do salário mínimo e com a carga horária igual à de um atendente de loja e não mais como se previa na extinta lei dos milicos às seis horas estabelecidas.

Parabéns aos que parabenizaram a estúpida decisão do STF. O mercado agora é livre. Bom para os que estão nas faculdades de jornalismo e que tem tempo de saltarem e migrarem para algum outro curso que lhes dê garantias de classe e reserva de mercado e ainda poderão exercer a profissão de jornalista.

Atenciosamente,

Humberto Azevedo

* Jornalista e empresário

quinta-feira, julho 09, 2009

Trecho de 'Discurso do Método' (Descartes)

(..)
A leitura de todos os bons livros é igual a uma conversação com as pessoas mais qualificadas dos séculos passados, que foram seus autores, e até uma conversação premeditada, na qual eles nos revelam apenas seus melhores pensamentos; (..)
Mas eu julgava já ter gasto bastante tempo com as línguas, e também com a leitura dos livros antigos, com suas histórias e suas fábulas. Pois quase a mesma coisa que conversar com os homens de outros séculos é viajar. E bom saber alguma coisa dos hábitos de diferentes povos, para que julguemos os nossos mais justamente e não pensemos que tudo quanto é diferente dos nossos costumes é ridículo e contrário à razão, como soem fazer os que nada viram.
Contudo, quando gastamos excessivo tempo em viajar, acabamos tornando-nos estrangeiros em nossa própria terra; e quando somos excessivamente curiosos das coisas que se realizavam nos séculos passados, ficamos geralmente muito ignorantes das que se realizam no presente.
Aqui está por que, apenas a idade me possibilitou sair da submissão aos meus preceptores, abandonei totalmente o estudo das letras. E, decidindo-me a não mais procurar outra ciência além daquela que poderia encontrar em mim mesmo, ou então no grande livro do mundo, aproveitei o resto de minha juventude para viajar, para ver cortes e exércitos para freqüentar pessoas de diferentes humores e condições, para fazer variadas experiências, para pôr a mim mesmo à prova nos reencontros que o destino me propunha e, por toda parte, para refletir a respeito das coisas que se me apresentavam, a fim de que eu pudesse tirar algum proveito delas.
E eu sempre tive um enorme desejo de aprender a diferenciar o verdadeiro do falso, para ver claramente minhas ações e caminhar com segurança nesta vida.(..)

Rene Descartes

quinta-feira, junho 18, 2009

Apoio explícito ao terceiro mandato


Conhece!?
É a funkeira Valeska Popozuda, numa das poses para a "Playboy" especial, que chega às bancas na próxima sexta-feira (19/06). E no retrato que ela beija... é ele mesmo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na foto oficial da presidência.
Com todo o respeito: apoio mais explícito ao terceiro mandato é impossível!!! :PPP

quinta-feira, junho 11, 2009

"Verde que te quero verde!!!"

Uma medida provisória foi lançada no Congresso para que grande parte da Amazônia fosse privatizada, dando início a um perigoso e irreversível processo de desmatamento.
Ora, enquanto o mundo todo aumenta as suas preocupações ambientais, buscando uma economia livre de carbono e um maior respeito pelos recursos naturais, o governo brasileiro vem planejando venda a Amazônia. Na última quarta-feira o Senado brasileiro passou a Medida Provisória (MP) 458 que regulariza terras ocupadas de forma ilegal naquela região. Isso deixou não só a mim, mas deduzo que uma grande porcentagem dos brasileiros completamente chocados e aterrorizados. É como se 67 milhões de acres de terra da Amazônia, que são hoje um patrimônio da União, estimado em 70 bilhões de reais, serem privatizados. A maior parte destas terras irão parar nas mãos de grileiros, os grandes responsáveis por violentas disputas por terra e pelo desmatamento da Amazônia.
O governo brasilieiro está, dessa forma, passando a ideia de que aqueles que ocupam a Amazônia de forma ilegal e violenta serão completamente recompensados. O projeto regularizador planejava proteger pequenos agricultores que precisavam do título legal de suas terras. No entanto, ele acabou sendo corrompido pelos interesses do poderoso agronegócio, que incluíram três provisões perigosas que concedem a eles a maior parte das terras beneficiada pelo programa.

Ora, será que é válido ressaltar que:

1. A maior parte dos cidadãos de bem não almeja que grandes empresas se beneficiem da MP 458 pois são elas as responsáveis por grande parte do desmatamento e queimadas da Amazônia, e, consequentemente, pelas destruidoras emissões de carbono;

2. O ideal é haver uma diferenciação entre pequenos agricultores e grandes proprietários. Logo, três pontos fundamentais da MP podem ser modificados para:


Vetar os incisos II e IV do artigo 2º que permite a “ocupação e exploração indireta”, até porque o veto garantirá que apenas as pessoas que moram na terra tenham direito ao título legal da mesma;


Vetar artigo 7º que permite título à empresas privadas. Assim, somente as pessoas físicas terão o direito de regularizar suas terras;


Proibir a comercialização das terras por 10 anos após a regulamentação (ao invés de 3 anos, como foi proposto) para evitar a especulação comercial das terras.

terça-feira, junho 09, 2009

Fundaj digitaliza História da Imprensa em Pernambuco

A Diretoria de Documentação da Fundaj lança no site da instituição o Católogo do Acervo em Microfilme, com o objetivo de ampliar o acesso aseus documentos históricos. Organizado pela técnica Tereza Carneiro Leão e pela estagiária de História Maria Falcão da Cunha, o Catálogo indexaperiódicos, livros, manuscritos, fotografias, monografias e cartografias,facilitando a consulta a obras raras de diversos períodos. Estão disponíveis no site da Fundaj os quatorze volumes
da História daImprensa de Pernambuco, do jornalista
Luis do Nascimento. A obra foidisponibilizada online
pelo Núcleo de Digitação da Diretoria de Documentação,
com o objetivo de resgatar e celebrar
uma das maiores obras documentais já escritas no país.
Os destaques ficam por conta dos volumes IX e XIV, que
jamais haviam sido publicados, e pelo índice geral elaborado
pelas bibliotecárias Lúcia Gaspar e Virgínia Barbosa.

sábado, maio 16, 2009

Fim da Lei de Imprensa expõe necessidade de nova regulamentação

A derrubada da Lei de Imprensa pelo Supremo Tribunal Federal, em julgamento realizado no dia 30 de abril, deixou um vácuo legal para a regulação das relações entre a imprensa e a sociedade. Os efeitos da decisão do STF ganhou maior espaço de debates nas duas últimas semanas, evidenciando a necessidade de urgente posicionamento do Congresso Nacional com relação aos diversos projetos que tramitam sobre o tema.

No debate "O que ameaça a liberdade de imprensa? E quem a imprensa ameaça?", realizado pela Unesco na Universidade Federal do Rio de Janeiro, no dia 6 de maio, a revogação da Lei 5.250/67 foi alvo da análise crítica de diversos palestrantes. Mereceu maior destaque o debate sobre a lacuna deixada com relação ao direito de resposta. Para o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência da República, Franklin Martins, é preciso regulamentar tal direito, para que o direito de resposta não fique à mercê da "interpretação" de cada juiz. O ministro informou, no entanto, que o governo não tem posição sobre a questão, remetendo para o Legislativo a responsabilidade pela iniciativa.

A TV Assembleia, do Legislativo gaúcho, leva ao ar nesta terça-feira (12/5), às 23 horas, com reprise na quarta (13/5), às 13 horas, no canal 16 da NET ou pelo portal www.al.rs.gov.br (link TV Assembleia), o programa "Democracia". Nele, o presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul, José Maria Nunes, o presidente da Associação Riograndense de Imprensa, Ercy Torma, o 1º vice-presidente da FENAJ, Celso Schröder, e o advogado Marco Antonio Bezerra Campos, da Associação Gaúcha das Emissoras de Rádio e Televisão, aprofundam a análise sobre os efeitos da derrubada da Lei de Imprensa e das consequências para a sociedade da inexistência de legislação específica sobre o tema.

Em nota oficial emitida no dia 3 de maio, a FENAJ saudou a decisão do STF, mas considerou que ela "desarma a sociedade de garantias na relação com os meios de comunicação e cria um ambiente de insegurança para atuação dos veículos e profissionais". No documento, a entidade manifesta o entendimento de que "o atual cenário de lei nenhuma não interessa aos jornalistas e, em especial, à sociedade" e cobra "um claro e inequívoco posicionamento do Congresso Nacional".

A FENAJ reputa ao Congresso Nacional a "responsabilidade pelo vazio jurídico de uma legislação específica", condenando sua omissão quanto a necessidade de definição de uma nova e democrática lei de imprensa. A entidade defende a aprovação do substitutivo do ex-deputado Vilmar Rocha (PFL-GO) ao PL 3.232/92, que está pronto para votação há 11 anos.

quarta-feira, maio 13, 2009

Epidemia de conjuntivite assola o Estado


Uma epidemia de conjuntivite está fazendo com que muitas pessoas busquem informações sobre o assunto.

A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva, que é a membrana que reveste o “branco” do olho, podendo causar alterações na córnea e nas pálpebras.

Principais Sintomas
olhos vermelhos,
secreção (o tipo depende da causa),
lacrimejamento,
pálpebras inchadas,
e sensação de corpo estranho nos olhos.


Embora as conjuntivites possam ser de causa alérgica, viral, bacteriana ou por irritação química, somente as infecciosas (virais e bacterianas) é que são contagiosas. As virais são as que mais freqüentemente são causas de epidemias.

Para combater uma epidemia é importante que as pessoas com conjuntivite, bem como as que não apresentam a infecção, tenham algumas informações que são úteis para a sua proteção e para evitar o contágio.

Como Evitar

Por tratar-se de uma doença em que o contagio acontece pelo contato físico do olho com as mãos, objetos, piscinas ou toalhas contaminadas,

Devemos evitar:
banho em piscinas públicas,
usar toalhas que não sejam de uso exclusivo,
contato com indivíduos contaminados.


A falta de cuidado pode fazer com que um aperto de mão possa se transformar em uma conjuntivite.

Todos estes cuidados devem ser verificados por pelo menos 15 dias desde o início dos sintomas nos indivíduos contaminados, já que durante este período as pessoas com conjuntivite podem ainda apresentar contágio, evitando repassá-la para outras pessoas.

Os sintomas destas conjuntivites virais são mais acentuados na primeira semana e podem durar até 4 semanas. Devido à facilidade de contágio, é comum o comprometimento dos dois olhos.

O acompanhamento do oftalmologista é importante para o diagnóstico do tipo de conjuntivite e para o adequado tratamento.

terça-feira, maio 12, 2009

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quinta-feira revogar a Lei de Imprensa, criada no regime militar. Agora, os jornalistas ficam submetidos à Constituição Federal e aos códigos Penal e Civil.

A extinção da lei foi apoiada por sete dos 11 ministros da Corte. Votaram a favor da revogação total os ministros Carlos Alberto Menezes Direito, Cezar Peluso, Carmen Lucia, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello. Eles seguiram os votos do relator do caso, Carlos Ayres Britto, e do ministro Eros Grau, que apresentaram seus posicionamentos na sessão de 1º de abril.

Os ministros Joaquim Barbosa, Ellen Gracie e Gilmar Mendes sugeriram a revogação parcial da lei e o ministro Marco Aurélio Mello votou pela manutenção da norma e a criação de novas regras.

Para os ministros favoráveis, a lei é incompatível com a Constituição. "O preço do silêncio para a liberdade dos povos é muito mais alto do que a livre circulação das ideias. Não é possível legislar com conteúdo punitivo que criem condições de intimidação. Por outro lado, a dignidade da pessoa humana deve ser assegurada para a liberdade de imprensa", afirmou Menezes Direito no seu voto.

Os ministros Joaquim Barbosa e Ellen Gracie defenderam a manutenção dos artigos 20, 21 e 22, que tratam dos crimes de injúria, calúnia e difamação. Estes três itens eram os mais polêmicos da lei, porque batiam de frente com alguns artigos da Constituição Federal. No caso do crime de calúnia, por exemplo, a pena prevista no Código Penal é de um ano. Na lei de imprensa, a punição sobe para três anos.

Ellen Gracie fez ainda uma outra ressalva pedindo a manutenção do artigo 1º, que estabelece que 'não será tolerada propaganda de guerra, preconceito de raça ou classe'. "Esses artigos são garantias de proteção à intimidade da vida privada, honra e imagem das pessoas", disse.

Barbosa foi mais duro e criticou a postura da imprensa para defender a continuidade dos artigos. "A imprensa pode ser destrutiva de pessoas públicas e privadas como temos assistidos neste país. Sou defensor da mais ampla liberdade de imprensa especialmente sobre a fiscalização de agentes públicos, mas tenho reticências que o mesmo tratamento seja dado ao cidadão comum", completou Barbosa.

No entendimento de alguns ministros, no entanto, não se justifica que jornalistas estão submetidos a penas mais rígidas do que as estabelecidas no Código Penal. A Lei de Imprensa determinava penas maiores para os crimes de calúnia e difamação do que o código. Segundo a lei de imprensa, as punições para esses crimes podem chegar a três anos, enquanto no código são de até dois anos.

O ministro Marco Aurélio foi voto vencido, mas chegou a propor que os colegas voltassem atrás e defendesse a elaboração de uma nova lei para regulamentar a imprensa, antes de optar pela revogação da atual norma, para impedir um vácuo de regulamentação. "O Congresso Nacional deve fazer a edição de uma nova lei que substitua esse sem deixar esse vácuo que leva a babel", disse.

O ministro Celso de Mello fez uma defesa veemente da liberdade de expressão, como base do Estado democrático. "O fato é que nada é mais nocivo, perigoso do que a pretensão do Estado em regular a liberdade de expressão. O pensamento deve ser essencialmente livre, sempre livre.

Ninguém ignora ou mostra-se intolerável a repressão ao pensamento. Ainda mais quando a crítica, por mais dura que seja, tenha interesse público. A liberdade de imprensa garante o direito de informar, buscar a informação e de criticar", apontou o ministro.

Gilmar Mendes destacou a importância de normas para repreender abusos midiáticos. "É compreensível que o poder social acabe de forma abusiva com os efeitos do abuso do poder de imprensa que são devastadores e de dificílima reparação", disse.

Direito de resposta

Durante o julgamento, os ministros trataram do direito de resposta. Alguns defenderam a manutenção para manter a honra e cercear perseguições. Para outros, como o ministro Menezes de Direito, o direito já está estabelecido na Constituição, no artigo 5.

A discussão sobre a validade da Lei de Imprensa chegou ao Supremo em 2007, com uma ação do PDT pedindo a revogação total da lei. O deputado Miro Teixeira, autor da ação, alega que a atual legislação impõe sanções muito severas aos jornalistas e, por isso, acaba sendo usada como instrumento contra a liberdade de expressão dos meios de comunicação.

O presidente do STF defendeu uma norma para tratar do direito de resposta. "Não basta que a resposta seja no mesmo tempo, mas isso tem que ser normatizado. Vamos criar um vácuo? Esse é o único instrumento de defesa do cidadão", afirmou.

FONTE: Folha de São Paulo 30/04/2009 às 21horas

SUPREMO DERRUBA LEI DE IMPRENSA

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quinta-feira revogar a Lei de Imprensa, criada no regime militar. Agora, os jornalistas ficam submetidos à Constituição Federal e aos códigos Penal e Civil.

A extinção da lei foi apoiada por sete dos 11 ministros da Corte. Votaram a favor da revogação total os ministros Carlos Alberto Menezes Direito, Cezar Peluso, Carmen Lucia, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello. Eles seguiram os votos do relator do caso, Carlos Ayres Britto, e do ministro Eros Grau, que apresentaram seus posicionamentos na sessão de 1º de abril.

Os ministros Joaquim Barbosa, Ellen Gracie e Gilmar Mendes sugeriram a revogação parcial da lei e o ministro Marco Aurélio Mello votou pela manutenção da norma e a criação de novas regras.

Para os ministros favoráveis, a lei é incompatível com a Constituição. "O preço do silêncio para a liberdade dos povos é muito mais alto do que a livre circulação das ideias. Não é possível legislar com conteúdo punitivo que criem condições de intimidação. Por outro lado, a dignidade da pessoa humana deve ser assegurada para a liberdade de imprensa", afirmou Menezes Direito no seu voto.

Os ministros Joaquim Barbosa e Ellen Gracie defenderam a manutenção dos artigos 20, 21 e 22, que tratam dos crimes de injúria, calúnia e difamação. Estes três itens eram os mais polêmicos da lei, porque batiam de frente com alguns artigos da Constituição Federal. No caso do crime de calúnia, por exemplo, a pena prevista no Código Penal é de um ano. Na lei de imprensa, a punição sobe para três anos.

Ellen Gracie fez ainda uma outra ressalva pedindo a manutenção do artigo 1º, que estabelece que 'não será tolerada propaganda de guerra, preconceito de raça ou classe'. "Esses artigos são garantias de proteção à intimidade da vida privada, honra e imagem das pessoas", disse.

Barbosa foi mais duro e criticou a postura da imprensa para defender a continuidade dos artigos. "A imprensa pode ser destrutiva de pessoas públicas e privadas como temos assistidos neste país. Sou defensor da mais ampla liberdade de imprensa especialmente sobre a fiscalização de agentes públicos, mas tenho reticências que o mesmo tratamento seja dado ao cidadão comum", completou Barbosa.

No entendimento de alguns ministros, no entanto, não se justifica que jornalistas estão submetidos a penas mais rígidas do que as estabelecidas no Código Penal. A Lei de Imprensa determinava penas maiores para os crimes de calúnia e difamação do que o código. Segundo a lei de imprensa, as punições para esses crimes podem chegar a três anos, enquanto no código são de até dois anos.

O ministro Marco Aurélio foi voto vencido, mas chegou a propor que os colegas voltassem atrás e defendesse a elaboração de uma nova lei para regulamentar a imprensa, antes de optar pela revogação da atual norma, para impedir um vácuo de regulamentação. "O Congresso Nacional deve fazer a edição de uma nova lei que substitua esse sem deixar esse vácuo que leva a babel", disse.

O ministro Celso de Mello fez uma defesa veemente da liberdade de expressão, como base do Estado democrático. "O fato é que nada é mais nocivo, perigoso do que a pretensão do Estado em regular a liberdade de expressão. O pensamento deve ser essencialmente livre, sempre livre.

Ninguém ignora ou mostra-se intolerável a repressão ao pensamento. Ainda mais quando a crítica, por mais dura que seja, tenha interesse público. A liberdade de imprensa garante o direito de informar, buscar a informação e de criticar", apontou o ministro.

Gilmar Mendes destacou a importância de normas para repreender abusos midiáticos. "É compreensível que o poder social acabe de forma abusiva com os efeitos do abuso do poder de imprensa que são devastadores e de dificílima reparação", disse.

Direito de resposta

Durante o julgamento, os ministros trataram do direito de resposta. Alguns defenderam a manutenção para manter a honra e cercear perseguições. Para outros, como o ministro Menezes de Direito, o direito já está estabelecido na Constituição, no artigo 5.

A discussão sobre a validade da Lei de Imprensa chegou ao Supremo em 2007, com uma ação do PDT pedindo a revogação total da lei. O deputado Miro Teixeira, autor da ação, alega que a atual legislação impõe sanções muito severas aos jornalistas e, por isso, acaba sendo usada como instrumento contra a liberdade de expressão dos meios de comunicação.

O presidente do STF defendeu uma norma para tratar do direito de resposta. "Não basta que a resposta seja no mesmo tempo, mas isso tem que ser normatizado. Vamos criar um vácuo? Esse é o único instrumento de defesa do cidadão", afirmou.

FONTE: Folha de São Paulo 30/04/2009 às 21horas

quarta-feira, abril 01, 2009

Festa da Lavadeira

Dentro da intensa programação cultural (algo muito positivo) no estado no calendário de 2009, uma grande opção é a 23ª edição da FESTA DA LAVADEIRA, a maior celebração de cultura popular do país. A festa, como sempre, acontece no dia 1 de maio, na praia do Paiva, Cabo de Santo Agostinho. Já estão confirmados nomes como Selma do coco (que participa pela 20ª vez consecutiva da festa), Otto, com trabalho percussivo ao lado de Marcaxé, Pupilo e André malê, e provavelmente o evento terá um encontro interessante. Os diferentes estilos do maracatu pernambucano e o maracatu do Ceará.

De terras cearenses vem o Maracatu Reis de Paus. Ainda de outros estados, é provavel a presença do Samba de Roda Brilhantes de Irará(Bahia), Coletivo Afro Caetes, Afoxé Odo Ía, Seu Nelson da Rabeca, Orquestra de Tambores e as Baianas de Santa Luzia do Norte (Todos os 5 citados, de Alagoas), o Boi da Floresta e o Tambor de Crioula do Mestre Apolonio (Maranhão) e Cambinda Estrela da cidade de Lucena, os rabequeiros José Herminio e Mestre Antonio e o Cavalo Marinho do Mestre Fernando (estes 5, da Paraíba).

No repertório geral, Maracatus de Baque Virado, Xaxado, Forró de 8 baixos, Cabocolinhos, Cocos de Roda, Maracatus de Baque Solto, Cirandas,Orquestra de Frevo,
Rabequeiros, Bacamarteiros, Afoxés, Pastoril e Circenses, Bonecos de Olinda e Bonecos Mirins, Escolas de Samba, Samba de Roda,Tambor de Crioula, Banda de Pífanos, Cavalo Marinho, Troças Carnavalescas, Samba de Véio.

Serão quatro palcos: palco da mata, do mar, da terra e o palco do vento.

sexta-feira, março 27, 2009

Valorização da segurança pública ra

A Editoria do Jornal "à beira-mar" (pe. Domingos Romani – Editor-Chefe, Mariângela Borba - Editora), e os membros da Biblioteca da Paróquia de Nossa Senhora do Ó (Gisele e Bibiu Xavier)

Tem a grata satisfação em Convidá-lo e à sua DD. Família para a mesa-redonda Uma Orla Mais Segura que acontecerá no Centro Paroquial da Matriz de Nossa Senhora do Ó
Dia 28 de março/2009
Hora: 19h Local: Centro Paroquial da Matriz de Nossa Senhora do Ó
Av. Dr. Cláudio José Gueiros Leite, 7073 – Pau Amarelo - Paulista - PE

PAUTA

Os problemas de segurança pública (assaltos, drogas, acidentes de trânsito, etc)
estão preocupando bastante aqueles que moram e trabalham na Orla do
Paulista. Será que podemos esperar tempos melhores? Existem providências
que possam evitar acontecimentos tão negativos? Qual o papel de cada
um? Para responder a estas perguntas a Paróquia de N. Srª do Ó
promove Sábado 28 de março
2009 às 19h UMA ORLA MAIS
SEGURA Mesa redonda com a participação de
Jornalistas, representantes das Polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros,
Agentes da Paz, profissionais da área de saúde, Representante eclesiástico, do
Governo Municipal e Estadual.

A abertura do evento ficará por
conta do forró pé-de-serra de Dudu do Acordeon, jovem cantor recifense (sobrinho
do saudoso Coronel Ludugero), compositor de músicas que
falam sobre a Paz Mundial e que já atravessou fronteiras
internacionais levando a cultura pernambucana para a Europa. Participou de
festivais de música na França, realizando uma turnê em mais de oito cidades
francesas, como Gannat, Alençon, Issoire, Le Don Jon, Vichy, entre
outras. A sua presença, interação e divulgação do evento serão
imprescindíveis para um melhor êxito da iniciativa. Agradeço pessoalmente a sua
atenção.



Serviço:

O quê? Mesa-redonda Uma Orla Mais Segura
Onde?
Matriz de Nossa Senhora do Ó- Av. Dr. Cláudio José Gueiros Leite, 7073 - Nossa
Senhora do Ó - Paulista - PE
Quando? Sábado 28/03 às 19h


Assessoria de Imprensa:

Conceito Comunicação & Eventos (Mariângela Borba – DRT-PE: 4095)

Mariângela Celso Cavalcanti Borba Jornalista (DRT-PE: 4095)Blog: http://www.mariangela.blogspot.com
"Look at everything as though you were seeing it either for the first or last time." - Betty Smith (1896-1972)

quinta-feira, março 26, 2009

Julgamento de recurso contra o diploma entra na pauta do STF no dia 1º de abril (risos)

O Recurso Extraordinário RE 511961, que questiona a constitucionalidade da exigência do diploma em Jornalismo como requisito para o exercício da profissão, entrará na pauta do Supremo Tribunal Federal (STF) em 1º de abril. Sua apreciação deve se dar no mesmo período do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a Lei de Imprensa. A Executiva da FENAJ e a Coordenação da Campanha em Defesa do Diploma e da Regulamentação dos Jornalistas reuniram-se nesta terça-feira (24) para definir procedimentos sobre as duas questões. Segundo fontes, a decisão de incluir o RE 511961 e a Adin contra a Lei de Imprensa na pauta de julgamentos do STF em abril já estava tomada no final da tarde de segunda-feira (23) e sua formalização seria questão de horas. Com reunião já agendada anteriormente para as 14h desta terça-feira, a Executiva da FENAJ e a Coordenação da Campanha em Defesa do Diploma e da Regulamentação buscaram operacionalizar movimentos de sensibilização da Corte. "Agora temos ainda mais motivos para construir a Semana e o Dia Nacional do Jornalista, 7 de abril, com um grau maior de mobilização da categoria e da sociedade", disse o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade. A iminência do julgamento das duas ações naturalmente obrigará dirigentes sindicais e apoiadores das causas que advogam a constitucionalidade da exigência do diploma e a aprovação de uma nova e democrática Lei de Imprensa a alterarem suas agendas. "Sabemos que o julgamento destas questões começará no dia 1º de abril, mas não se pode prever quando será o seu desfecho" destacou Murillo. Ele considerou que os dirigentes de entidades sindicais e do campo do jornalismo, bem como de outras organizações da sociedade deverão se preparar para estarem presentes em Brasília no momento decisivo. Já era cogitada entre os apoiadores do movimento a organização de caravanas dos estados a Brasília na data do julgamento do RE 511961. Agora, mais do que o caráter comemorativo, a Semana Nacional dos Jornalistas se converterá efetivamente numa Semana Nacional de Luta. Novas mobilização nos estados deverão ganhar maior dinâmica a partir dos próximos dias, inclusive na perspectiva de conquistar novos apoios políticos. De lado porque a exigência do diploma como requisito para o exercício do Jornalismo é um dos pilares da profissão. De outro porque a regulamentação das relações entre jornalistas, empresas de comunicação e a sociedade é considerada fundamental para consagrar e assegurar a liberdade de imprensa.

quarta-feira, março 25, 2009

Tecnologias sociais recebem R$ 34,6 mi da Finep


Recursos não reembolsáveis, totalizando R$ 34,6 milhões é o montante que a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), uma agência do Ministério da Ciência e Tecnologia, está destinando para apoiar a execução de projetos de tecnologias para o desenvolvimento social.



Redução da pobreza e da desigualdade


O objetivo do esforço é a redução da pobreza e das desigualdades sociais, além da democratização do acesso às tecnologias de informação e comunicação em áreas rurais do País. O apoio às tecnologias sociais vai apoiar duas grandes áreas: o desenvolvimento de tecnologia social em contextos produtivos de empreendimentos econômicos solidários em áreas urbanas e rurais e a implantação de centros de inclusão digital em áreas rurais.



Envio de propostas


O prazo de execução dos projetos é de até 24 meses, prorrogáveis a critério da FINEP e a inscrição, por meio de formulário eletrônico disponível no site da Finep, deverá ser feita até o dia 22/05. Cada estado da Federação e o Distrito Federal, por meio de suas secretarias de ciência, tecnologia e inovação, poderá apresentar uma única proposta contemplando uma ou ambas as linhas temáticas. As propostas deverão ser estruturadas em subprojetos a serem executados por Instituição Científica e Tecnológica Pública (ICT) e empresas públicas que executem atividades de pesquisa científica e tecnológica, extensão ou serviços tecnológicos.



Exigências


Na área de desenvolvimento de tecnologia social em contextos produtivos, cada subprojeto deverá contemplar uma cadeia produtiva principal, com destacada importância social, econômica e ambiental.No caso dos centros de inclusão social, objeto da segunda linha temática, a proposta deverá conter a lista completa dos municípios escolhidos para receberem os centros de inclusão digital. Os centros deverão funcionar em bibliotecas públicas, empresas públicas de extensão e assistência técnica rural, escolas agrotécnicas e cooperativas de agricultores familiares. Pelo menos 30% dos recursos da chamada deverão ser destinados ao apoio a propostas dos estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Caso o valor total das propostas dessas regiões seja inferior a esse percentual, os recursos não aplicados serão automaticamente transferidos às propostas com melhor classificação de outras regiões. Será exigida contrapartida financeira dos estados e do Distrito Federal, que vai variar de acordo com a região do País.

terça-feira, março 24, 2009

Bolsas para workshop de jornalismo científico

Bolsas para workshop de jornalismo científico – Estão abertas as inscrições para as bolsas do 6º Taller Jack F. Ealy sobre Periodismo Científico, promovido pelo Instituto de las Américas, na Universidade da Califórnia, campus San Diego, entre 7 e 16 de julho. Podem se candidatar jornalistas latino-americanos que dominem o idioma espanhol e trabalhem com temas de ciência, saúde e meio ambiente, em mídia impressa, rádio ou televisão. O encontro inclui oficinas práticas sobre como realizar reportagens de ciência, palestras com cientistas e visitas a centros e museus de ciência. Os candidatos devem enviar, até 27 de abril, três mostras de seu trabalho, carta de recomendação, relato bibliográfico e formulário de inscrição. A ajuda financeira inclui comida, transporte e alojamento. Mais informações em www.iamericas.org/emails/ealy09/ealy_beca09.html.

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Os daqui, infelizmente, não tem vez

A mídia terminou escondendo e poucos
tomaram conhecimento, mas o majestoso bloco Batutas de São José só saiu neste ano de 2009 porque a pessoa que costura as
fantasias do bloco fez um empréstimo em um banco qualquer.Ora,
menos da metade do cachê de Caetano Veloso (Prefeitura do Recife) ou
de Marcelo D2 (Governo do Estado), resolveria o
problema. Enfim, é bom rever alguns conceitos
atuais afinal, a identidade está no bojo da
folia.

terça-feira, fevereiro 24, 2009

E o descaso com a cultura é mais forte

Parece que o Governo do Estado e o da cidade do Recife, também, não vem respeitando a nossa cultura. O desleixo à cultura local é absurdamente cultuado há anos, enquanto derramam a maior parte da verba da cultura para artistas contratados "de fora" do nosso território nordestino durante o nosso período momesmo, a exemplo de Caetano Veloso, Maria Rita, Geraldo Azevedo, Marcelo D2, Otto... No Recife, onde "pretensos socialistas" assumiram a Prefeitura, -ditos "defensores da nossa cultura" antes de ter o poder nas mãos, - ferem gravemente os compromissos com nossa Cultura, como constatamos com fatos ocorridos neste carnaval como este, que desvalorizam o artista local e fazem com que a disputa fique ainda mais estreita e acirrada.
Repetindo o célebre Bóris Casoy "ISSO É UMA VERGONHA!!!"

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Desrespeito à cultura local

Estas foram as palavras de Gustavo Travassos, diretor artístico e cultural do GALO DA MADRUGADA (e filho de Enéas, o eterno presidente do gigante), em relação aos, digamos, "estranhos" no ninho presentes na maior agremiação do mundo. Pois bem; Será que ele viu que "rasgaram" o contrato? O que se viu foi João do Morro com suingueira, calypso com seu estilo característico e saia rodada com seus sucessos de qualidade duvidosa (Prá ser justo, esta última foi a única entre estes tres citados, que colocou pelo menos uma parte do repertório de ritmos de Pernambuco). E o pior já está agendado. A notícia (extra-oficial) é que já estão articulados para a festa de 2010, a banda PSIRICO e o cantor BELO...E assim o nosso majestoso vai afundando...