segunda-feira, outubro 09, 2017

Festival de Curtas de Pernambuco tem inscrições abertas até 13 de outubro

Foto: Divulgação
Até o próximo dia 13 de outubro, os interessados em participar da 19ª edição do FestCine – Festival de Curtas de Pernambuco, evento que acontece entre 4 e 9 de dezembro, no Cinema São Luiz, devem se inscrever exclusivamente pelo e-mail festcinepe@gmail.com, com o título de inscrição e nome do filme, junto à ficha de inscrição devidamente preenchida e assinada. É preciso anexar ainda três fotos de divulgação com o título inscrição, além da documentação descrita no edital. A convocatória com todos os detalhes do projeto pode ser acessada na página da Secretaria de Cultura do Recife.
Na ficha de inscrição, deverá ser informado o link para acesso ao filme (via Vimeo, Youtube ou plataforma semelhante) e também a senha, quando for necessário. Cada proponente, pessoa física ou jurídica, poderá inscrever até três filmes por diretor/a, desde que em categorias diferentes (animação, ficção, documentário, videoclipe e experimental), e até dois filmes na mostra competitiva de Formação, desde que em categorias diferentes (animação, ficção e documentário).

O FestCine tem como objetivo proporcionar o desenvolvimento e o fomento da cultura pernambucana, mediante a promoção, o apoio, o incentivo, a preservação e a difusão das expressões artísticas e culturais, por meio do audiovisual.
Realizado desde 1999, este ano o festival vai premiar os melhores curtas das categorias competitivas da mostra geral (animação, documentário, experimental, ficção e videoclipe) e da mostra competitiva de formação, aberta a alunos de universidades, cursos e escolas de Pernambuco. O valor total da premiação é de R$ 58,5 mil para as duas categorias. Os três melhores filmes de cada categoria da competição geral e os melhores da mostra competitiva de formação receberão prêmios em dinheiro, em valores que variam entre R$ 2 mil e R$ 4,5 mil.
Além disso, será dado o Troféu Fernando Spencer para os vencedores de dez categorias: Direção, Fotografia, Montagem, Roteiro, Produção, Direção de arte, Trilha sonora, Som, Ator e Atriz.

A convocatória e o formulário de inscrição estão disponíveis no site: http://www2.recife.pe.gov.br/sites/default/files/convocatoria-festcine-2017-final.pdf.

Serviço
Inscrições para a 19ª edição do Festival de Curtas de Pernambuco (FestCine)
Quando: Até o dia 13 de outubro
Como: Pelo e-mail festcinepe@gmail.com, com o título de inscrição + nome do filme, e, junto à ficha de inscrição devidamente preenchida e assinada, anexar três fotos de divulgação do com o título inscrição, além da documentação descrita no edital

O Velho Diário da Insônia aporta no Solar da Marquesa, em Olinda, durante o Outubro ou Nada

O espetáculo O Velho Diário da Insônia  estará no Solar da Marquesa, em Olinda, durante o Outubro ou Nada, no próximo sábado (14). Trata-se de uma tragicomédia costurada com poesias e canções. O monólogo tem texto, encenação e atuação do ator e jornalista Alessandro Vieira, que leva ao público histórias vividas em sua infância e adolescência,, em Goiás. As músicas são executadas ao vivo e acompanhadas pelo violão de Talles Ribeiro. No enredo, uma atmosfera de saudade e reflexão sobre o tempo  com a pergunta que não quer calar: o que tira o sono de quem já passou dos setenta?
 
Foto: Divulgação
A partir de fragmentos de lembranças contidas em um diário, a peça remonta uma noite de insônia de um homem à beira da loucura. Repleto de suspense e drama, o roteiro propõe reflexões sobre o tempo, o arrependimento e a saudade. “Esse espetáculo é uma homenagem que faço ao meu avô Sebastião. A ideia é compartilhar causos dos meus familiares, conselhos que já tive oportunidade de ouvir do meu avô, tios, e os vários ensinamentos que aprendi com eles”, conta Alessandro. “É uma colcha de retalhos com momentos únicos, que vão fazer o público sorrir e se emocionar, com certeza”.
Como o pano de fundo dO Velho Diário da Insônia, o abandono, a velhice e o tempo que escorrega por entre as mãos. “Você já dedicou um tempo para ouvir seus avós hoje? Prestou atenção no que eles tinham para dizer? E quando isso não for mais possível? Quando o silêncio calar a boca e silenciar os ouvidos?”, indaga o autor-personagem. 
Ficha técnica:
Encenação, texto e interpretação: Alessandro Vieira
Supervisão Cênica: Márcia Cruz
Participação especial: Talles Ribeiro
Desenho de luz: Fábio Calamy
Assessoria de imprensa: Cínthia Carvalho
Fotos: Mylena Freitas/ Richard Matias
Realização: Grupo Independente de Teatro Alternativo


O quê? MOSTRA DE TEATRO ALTERNATIVO OUTUBRO OU NADA
Quê? O Velho Diário da Insônia
Onde? Solar da Marquesa
Horário: 20h
Quando? 14 de outubro- Sábado
Quanto? R$20,00 inteira - R$10,00 meia

Escritor Gilvan Lemos terá biografia lançada hoje na APL

Hoje (09), às 19h, na Academia Pernambucana de Letras (APL), será lançada a biografia do escritor Gilvan Lemos, titulada O Último Capítulo, escrita pelo jornalista Thiago Correa. Gilvan Lemos é um imortal da Academia Pernambucana de Letras (APL), para a qual foi eleito por unanimidade. O livro de Thiago Corrêa conta a trajetória do escritor, nascido em São Bento do Una, em 1928, e que morreu no Recife durante o período de entrevistas para o livro, em 2015, vítima de um infarto fulminante. Para dar andamento à obra, o autor recorreu à família e a pessoas que conviveram com o dono da biografia para recompor sua trajetória, descrita em 194 páginas e mais de cem imagens, entre fotografias e desenhos.

Foto: Divulgação
Em seu primeiro trabalho como biógrafo, Thiago deixou suas raízes jornalísticas tomarem conta: buscou outras fontes - os motoristas com quem o escritor andava, os amigos com quem convivia, a família, a sobrinha de quem o escritor era próximo. 

A biografia é um lançamento da Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) dentro de sua “Coleção Memória”, que destaca personalidades importantes para a história política e cultural de Pernambuco. Até Gilvan Lemos, a proposta da coleção era tratar somente de nomes vivos. Sobre o lançamento do livro, o autor acredita que o será uma oportunidade para reencontrar pessoas que participaram da produção do livro e falar um pouco sobre Gilvan afinal, "ele teve uma passagem interessante na Academia Pernambucana de Letras: tentou entrar várias vezes e quando conseguiu já estava no fim da vida, mas foi eleito por unanimidade. Vai ser um bom lugar para rememorá-lo", pondera o biógrafo.


Conferências

Um pouco antes do lançamento do livro, por volta das 16h, haverá conferencias de Nivaldo Mulatinho Filho sobre os 130 anos do livro A Relíquia de Eça de Queiroz, e das Cartas Familiares e Bilhetes de Paris, com a então presidente da APL, Margarida Cantarelli. Trata-se de uma sessão conjunta entre a Academia Pernambucana de Letras, a Associação Eça de Queiroz e o Gabinete Português de Leitura.




quinta-feira, outubro 05, 2017

Prefeitura do Recife lança edital de contratações unificadas de artistas para os ciclos festivos

Para desburocratizar e assegurar ainda mais transparência ao processo de contratações para os ciclos festivos da cidade de tantos ritmos e tradições culturais, surge um novo formato de convocatória artística: uma convocatória que contempla três dos maiores ciclos festivos da cidade num edital único. De acordo com o chamamento, podem ser inscritas, até o próximo dia 31 de outubro, propostas artísticas para o Natal de 2017, o Carnaval e o São João de 2018.


As inscrições deverão ser feitas no site www.culturarecife.com.br. Ao fazer a inscrição na página, cada proponente receberá informações sobre data e local para entrega presencial da documentação exigida, num prazo máximo de cinco dias.

“Nessa convocatória, habilitaremos separadamente os artistas/produtores de seus respectivos projetos. Assim, um mesmo artista ou produtor não precisa entregar sua documentação jurídica mais de uma vez”, explica o presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife, Diego Rocha. “Ele fica habilitado juridicamente para toda a vigência da convocatória, bastando apresentar as propostas de espetáculo para cada ciclo, nas datas definidas pelo edital.”

As próximas etapas definidas pelo edital são: no dia 16 de novembro, serão divulgados os artistas habilitados para os três ciclos; Do próprio dia 16 até o dia 30 de novembro, deverão ser entregues os projetos artísticos para o Ciclo Natalino 2017 e Ciclo Carnavalesco 2018; No dia 7 de dezembro, serão anunciadas as propostas artísticas habilitadas para o Ciclo Natalino; No dia 28 de dezembro, serão divulgadas as propostas habilitadas para o Ciclo Carnavalesco; De 2 a 19 de abril, haverá a entrega de propostas artísticas para o Ciclo Junino 2018; E, no dia 11 de maio, serão publicadas as propostas habilitadas.

A avaliação artística dos projetos inscritos será feita por uma comissão formada por representantes da Prefeitura do Recife e do Conselho Municipal de Política Cultural, a partir de critérios como a trajetória do artista, sua representatividade, criatividade e adequação ao ciclo a que o projeto se destina. A convocatória também está disponível no site da Prefeitura do Recife (http://www2.recife.pe.gov.br/pagina/secretaria-de-cultura)

Vamos parar de chamar malvadeza de barbárie?

Imagem: Divulgação
O uso de termos equivocados no dia a dia só contribuem para dificultar o entendimento dos fatos.
Todo dia o Brasil e o mundo produzem dezenas de fatos chocantes para os quais não encontramos explicações  aparentes e imediatas.


Diante de uma tragédia humanitária, de um atentado terrorista, das crueldades que emergem de guerras, de massacres executados por indivíduos, grupos políticos ou religiosos; de uma rebelião de presos; uma ação espetacular de bandidos; ou mesmo um trivial assalto seguido de morte no subúrbio,  a reação de quase todas as pessoas é a mesma.


"Uma barbaridade" é o que mais frequentemente se diz.


O adjetivo externa indignação  ou perplexidade mas em nada ajuda a explicar os acontecimentos. E muito menos a interpretar os motivos reais que se escondem por trás das aparências.


Ao invés de nos aproximar do entendimento, ajuda a nos remeter para um mundo de sombras, onde nada que nos atormenta parece fazer sentido.

Barbaridade ou barbárie é uma expressão milenar. tão duradoura quanto equivocada.


"Bárbaro", no mundo antigo, era aquele que não falava grego ou latim e cuja língua parecia aos ouvidos "cultos" algo como o balbuciar de uma criança. Ou seja, povos que viviam além das fronteiras do Império. Ou, simplesmente, estrangeiros.


Depois de séculos sendo submetidos ao domínio do Império Romano, com seus territórios invadidos, suas aldeias incendiadas, suas riquezas roubadas, suas populações exterminadas ou escravizadas, os Bárbaros deram o troco.


Rebelaram-se e, aproveitando a decadência do Império, devolveram na mesma moeda aos seus opressores.


Saquearam  a própria cidade de Roma seguidas vezes.
Quando os romanos massacravam os homens e estupravam as mulheres dos que viviam fora de suas fronteiras, impondo a paz dos cemitérios, isso era considerado como "civilização".


Quando os oprimidos fizeram o mesmo, isso passou a ser tratado como "barbárie".


Este artigo não pretende ser parte do chato policiamento dito "politicamente correto".


Sua motivação é que quando alguém classifica um ato como "barbaridade", além de expressar e reforçar um arraigado preconceito, nada de positivo está acrescentando.


Adjetivar desse modo só contribui para que todos os acontecimentos inconvenientes e incômodos permaneçam nessa condição nebulosa. Chocantes porém incompreendidos. Sem explicações, logo facilmente rotulados de absurdo e seus incontáveis sinônimos.


Partes do quebra-cabeças de um quotidiano que acaba parecendo como simplesmente um pesadelo.


Desse modo, o obscurantismo se sobrepõe ao entendimento.


E em plena época do mais intenso desenvolvimento tecnológico que a sociedade jamais conheceu; na era da informação globalizada; no tempo da interação democrática e sem fronteiras das redes sociais, o ser humano, usa muito mal a linguagem, o seu mais precioso instrumento de comunicação. Assim, permanece cada vez mais desconectado da sua própria realidade.


Banir termos equivocados das análises não resolve mas pode ser um primeiro passo.

José Nivaldo Junior
Publicitário. Historiador.
Da Academia Pernambucana de Letras

quarta-feira, outubro 04, 2017

Livro com olhar particular sobre o Bairro do Recife será lançado nesta quinta (5), no Museu da Cidade

Nesta quinta-feira (5), das 19h às 22h, será lançado, no Museu da Cidade do Recife – Forte das Cinco Pontas, o livro Bairro do Recife – Sentidos, Imaginação e Emoção, do escritor e arquiteto José Roberto Gouveia.
                  
A publicação é
Foto: Divulgação
uma proposta de e
stímulo à sensibilidade. Além de histórias, os lugares apontados pela observação pessoal do arquiteto que, carregam em si, possibilidades sensoriais, imaginativas e afetivas, completamente singulares a quem o lê. O autor sugere aos leitores um desafio: atravessar as primeiras impressões e a visão moldada pelo hábito, até conseguir enxergar, de fato, aquele cenário icônico, inspirador e tão rico em história, tradição e arquitetura. “O bairro é pulsante. Nele, as coisas acontecem: pessoas trabalham, saem para almoçar, se encontram, festejam. Então, há um movimento que mostra que ele é vivo. Eu sinto muita energia no Recife Antigo, algo diferente do que se passa com outros pontos do centro da cidade”, enfatiza o autor da obra, para quem as instâncias temporais de passado, presente e futuro não se entrechocam ou contradizem naquelas paisagens, mas se interpenetram, reconstruindo o bairro a cada instante.

“Neste livro, trago muitas fotos de prédios restaurados e não restaurados, de edifícios seculares e contemporâneos, de construções em ruínas, onde a vegetação brota e se espalha pela fachada, e de recortes mais conceituais, registros que fiz pelo próprio fato de me deixar levar pela experiência, sem racionalizar, e que não foram submetidos ao filtro de um juízo crítico. O que predominou foi um espírito de liberdade”, destaca o arquiteto.

O projeto iniciou há três anos quando o autor começou a fotografar a área, onde fixou seu escritório. A partir daí, tudo foi se desenvolvendo naturalmente. Nem ele mesmo sabia o caminho que iria trilhar com a ideia. “Tudo começou com a observação desses elementos que iam me chamando a atenção na minha interação cada vez maior com o Bairro do Recife. Foi quando comecei a fazer fotos para registrar aqueles instantes. Fui capturando aquilo que de algum modo me tocava. Se havia alguma regra, era essa”, concluiu Gouveia.

Serviço

Lançamento do livro Bairro do Recife – Sentidos, Imaginação e Emoção
Quando: Quinta-feira, 5 de outubro
Horário: das 19h às 22h
Onde: Museu da Cidade do Recife- Forte das Cinco Pontas, São José

Gratuito: espetáculo teatral inicia circuito de encenações em terreiros de candomblé e umbanda

De forma pioneira em Pernambuco, o Grupo Teatral Ariano Suassuna, de Igarassu-PE, começou a realizar um circuito de encenações que chegará a oito Terreiros de Candomblé e Umbanda da Região Metropolitana do Recife (RMR). A iniciativa é do produtor cultural e Dramaturgo, Albemar Araújo, com o espetáculo “GANGA MEU GANGA, O REI”. A peça conta com oito atores e dois músicos; e tem como palco os próprios espaços religiosos. Em cena, música ao vivo para falar de romance e drama, dentro da perspectiva da religião de matriz africana. O objetivo é desmistificar o preconceito religioso, levando o público a conhecer a influência africana no Estado, já que as apresentações são abertas a todos os públicos. Ao fim de cada espetáculo, um debate com a plateia sobre a religião de matriz africana. A entrada é gratuita.

 
Foto: Divulgação
           A próxima apresentação vai ser no domingo (08), às 19h, no Centro Espírita Palácio de Iemanjá, em Araçoiaba-PE  - Rua João José de Freitas, nº 40, Centro. Para assistir, basta comparecer ao local sem confirmação prévia. Cada uma das encenações será acompanhada por um intérprete de libras.  A direção é de André Ramos e Albanita Almeida. No elenco: os diretores, Lucrécia Forcioni, Kattianny Torres, Manoel Teixeira, Aristone Ramos, Joelma Andrade, João Ferreira, Ana Beatriz e Alisson Arruda. Designer de Luz: João Paulo; figurinos: Kattianny Torres e cenário: André Ramos.

            O circuito tem incentivo do Governo de Pernambuco, através do Funcultura, Fundarpe e Secretaria de Cultura do Estado e acontecerá durante todos os domingos de outubro (01, 08, 15, 22 e 29) e novembro (05,12 e 26). A estreia foi realizada no Centro Espírita de Janaína, em Igarassu. Os próximos municípios visitados serão: Araçoiaba, Abreu e Lima, Itamaracá, Itapissuma, Jaboatão dos Guararapes, Olinda e Paulista.

PROGRAMAÇÃO


08 DE OUTUBRO – às 19h
CENTRO ESPÍRITA PALÁCIO DE IEMANJÁ
Rua João José De Freitas, Nº 40, Centro.
ARAÇOIABA/PE.

15 DE OUTUBRO – às 19h
AXÉ LAYRA OMIM KAIA LOFIM
Rua transamazônica, nº 575

22 DE OUTUBRO – às 19h
ILÊ AXÉ OMÔ OGUNDÊ
Travessa Joaquim Távora, 794.
PAULISTA/PE.

29 DE OUTUBRO – (a definir: local e horário)
OLINDA/PE