terça-feira, janeiro 17, 2012

Governo já recebe propostas artísticas para o carnaval 2012

O Governo do Estado, através da Casa Civil, Secretaria de Cultura e Secretaria de Turismo (Setur), lançou, nesta terça-feira (17), a convocatória de habilitação e seleção de propostas artísticas e culturais do carnaval de Pernambuco 2012. O edital será publicado no Diário Oficial desta quarta (18), quando começam as inscrições, que seguem até o dia 25 de janeiro, no Teatro Guararapes, no Centro de Convenções - de segunda a sexta, das 9h às 18h, e sábado e domingo, das 9h às 13h. Podem participar artistas, bandas, orquestras e agremiações de todo o País. O edital está disponível nos sites da Setur e Fundarpe.

Os selecionados vão se apresentar em polos de animação montados no Recife, em Olinda, Águas Belas, Belém do São Francisco, Bezerros, Catende, Goiana, Ipojuca, Itamaracá, Jaboatão dos Guararapes, Nazaré da Mata, Paudalho, Pesqueira, Petrolina, Salgueiro, Tamandaré, Timbaúba, Triunfo, Vitória de Santo Antão, Surubim, Trindade e Arcoverde. Os três últimos municípios entraram este ano no ciclo carnavalesco, que agora contempla as quatro macro-regiões do Estado.

As propostas serão habilitadas e selecionadas para contratação, nas modalidades atração nacional, atração estadual, cortejo carnavalesco e orquestra itinerante de frevo, por uma comissão coordenadora, composta por sete membros nomeados pelo Governo estadual. A programação – data, horário e roteiro – será feita pelos órgãos e entidades executivos do carnaval, com as parcerias das prefeituras municipais.

Entre os critérios de seleção, estão o histórico cultural, a comprovação artística e o valor monetário pedido. A escolha das propostas também levará em consideração o perfil cultural de cada cidade polo. O Governo do Estado reservará uma cota de 20% do total da programação para artistas e grupos convidados. O resultado da Convocatória será no dia 30 de janeiro.


Outras informações sobre a convocatória das propostas para o ciclo carnavalesco no telefone: (81) 3184.3110.

Paixão de Cristo de Nova Jerusalém tem, novamente, Jesus Pernambucano e não global

O Jesus Cristo, na Paixão de Cristo de Nova Jerusalém de 2012, será o ator pernambucano Zé Barbosa, 32 anos, natural de Limoeiro. Com a escolha está concretizada a vontade de Carlos Reis - que é diretor, ator e neste ano vive o papel de Herodes, além de já ter interpretado Jesus por nove anos (1969/1977) - e Lúcio Lombardi, que divide com Carlos Reis a direção e encenação da Paixão de Cristo, em ter um pernambucano vivendo o Cristo no espetáculo na cidade cenográfica de Nova Jerusalém. Zé Barbosa já havia sido o Cristo na Paixão do Monte da Fé, que acontece em Paudalho. Do espetáculo de Nova Jerusalém Zé Barbosa já vinha participando desde 2009, mas sempre como coringa.


segunda-feira, janeiro 16, 2012

Oficinas de capacitação democratizam o Funcultura


Com o objetivo de democratizar o acesso às informações sobre o financiamento de projetos por parte do Fundo de Cultura do Estado de Pernambuco (Funcultura), a Secretaria de Cultura e a Fundarpe promovem uma vasta programação de oficinas  de capacitação. As reuniões começam nesta segunda-feira (16) e vão se estender até o próximo dia 27, em todas as regiões do estado.
O principal objetivo, conforme os organizadores, é orientar as pessoas e instituições interessadas em obter financiamentos, a partir dos editais de ‘Produção Independente’ e ‘Audiovisual’.
As capacitações são feitas pelas Caravana de Formação e ao todo serão realizadas 32 oficinas.


AS REGIÕES


Na Zona da Mata, a capacitação do Funcultura, começa nesta terça-feira (17), às 14h, na cidade de Joaquim Nabuco (no Centro Musical). No Agreste, as oficinas começam, já nesta segunda-feira, simultaneamente, em Feira Nova (Escola Reino Infantil, Centro) e em Garanhuns (no campus da UPE, no bairro de São José). No Sertão, as capacitações começam nesta segunda, em  Afogados da Ingazeira (auditório da Casa da Cultura, centro).
Outras informações pela internet, no site da Fundarpe, ou pelo telefone da Diretoria de Formação da Secretaria Estadual de Cultura: (81) 3184.3109.

Bote Fé Recife tem exibição ao vivo em HD


A programação do Bote Fé Recife –  que acolhe a Cruz da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e o Ícone de Maria –  está sendo transmitida ao vivo, em HD, nesta segunda-feira (16), pelo site do evento. A cobertura começa com a missa solene, às 12h, direto do Santuário de Fátima, na Rua do Príncipe, área central da cidade. A celebração é presidida pelo arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido.
Conforme os coordenadores da programação, “após a missa, haverá uma caminhada em direção à Igreja Madre de Deus, no bairro do Recife. No percurso, serão feitas reflexões sobre a juventude, a educação e a vida. Os símbolos peregrinos da JMJ permanecerão na Igreja até às 17h. Enquanto isso, a partir das 14h já começam shows no Marco Zero, que serão transmitidos ao vivo até às 0h”
Rádio Olinda (AM 1030 khz) também faz uma ampla cobertura do Bote Fé Recife.

domingo, janeiro 15, 2012

Como as abelhas exercem a democracia


Apesar de terem uma rainha, as abelhas tomam decisões usando um processo democrático, que envolve a formação de opiniões individuais e a construção de um consenso coletivo. 

Agora foi descoberto um novo mecanismo que atua nesse processo. Um sofisticado processo de inibição é capaz de transformar os proponentes da proposta perdedora em defensores da proposta vencedora. Esse mecanismo permite à colmeia atuar unida após o término da eleição.
O processo de formação de uma nova colmeia é bem conhecido. Uma jovem rainha e um grupo de operárias saem da colmeia original e se agrupam em um local próximo. Sua primeira tarefa é decidir onde vão construir a nova colmeia. É uma decisão importante, uma vez que a escolha de um local ruim pode levar a colmeia incipiente à extinção.
Na primeira etapa, o grupo envia as operárias mais experientes para sondar as redondezas. Cada uma delas escolhe o local que acha melhor e defende a sua escolha. Isso ocorre por meio de uma espécie de dança. Essa dança tem duas partes: a primeira consiste em caminhar rebolando em linha reta; a segunda, numa curva sem rebolado, que faz com que a abelha volte para onde iniciou seu rebolado.
O comprimento do percurso em que a abelha caminha rebolando indica a distância até o local proposto; o ângulo da curva indica a direção em que as abelhas têm de voar para chegar ao local. E o número de vezes que ela repete a dança indica a avaliação que ela faz do local. Normalmente, diversas abelhas visitam cada local e fazem a propaganda dele para as colegas. Os diversos partidos políticos (cada um defendendo seu local) dançam até convencer a maioria. Quando isso ocorre, termina a eleição e todas as abelhas, mesmo a rainha, partem para o local escolhido e começam a construir a nova colmeia.
Quando estudaram a maneira como as abelhas analisam as diversas propostas e tomam a decisão (apuração dos votos e declaração da proposta vencedora), cientistas observaram que durante a dança ocorria algo estranho. Enquanto uma abelha dançava, várias outras davam cabeçadas na dançarina - e, dependendo do número de cabeçadas, parecia que ela resolvia parar de repetir a sua dança. Aí eles se perguntaram quem eram as abelhas que davam as cabeçadas.
Para identificá-las, soltaram grupos de abelhas que procuravam um local para fazer uma colmeia em uma ilha deserta, sem locais adequados. Nessa ilha, colocaram duas caixas de madeira adequadas para a nova colmeia. Mas essas caixas continham pequenas quantidades de tinta; assim, as operárias que visitavam as caixas ficavam com as costas marcadas de amarelo (caixa 1) ou rosa (caixa 2). Assim, os cientistas puderam filmar as danças das operárias, identificar as que estavam propondo a caixa 1 ou a 2 (rosa) e contar os votos.
Intriga da oposição. A observação mais interessante foi a identidade das abelhas que davam as cabeçadas. Se uma abelha "amarela" estava dançando, as cabeçadas inibitórias eram sempre das "rosas" e vice-versa. Eles também demonstraram que o número de cabeçadas inibia a quantidade de dança e, portanto, o poder de convencimento das abelhas.
Como as abelhas que possuem maioria têm mais possibilidades de dançar sem levar cabeçadas - e ao mesmo tempo têm a possibilidade de dar mais cabeçadas nas defensoras da proposta adversária -, esse mecanismo leva a uma convergência mais rápida para o consenso. Os cientistas fizeram modelos matemáticos que simulam esse mecanismo de inibição e eles confirmam que a presença de um mecanismo de inibição leva a uma decisão mais rápida, convertendo os perdedores em adeptos da proposta vencedora, garantindo que as abelhas fiquem alinhadas com a proposta vencedora e juntem forças para construir a colmeia no local escolhido.
Nas democracias humanas, não temos um modelo semelhante. Mesmo depois de conhecida a vontade da maioria, é normal os perdedores sabotarem a vontade da maioria. É verdade que muitas vezes ouvimos discursos nos quais o candidato derrotado decreta que "decidido o pleito, vamos trabalhar juntos pela proposta vencedora", mas na maioria das vezes isso não passa de retórica.
É interessante observar como as abelhas, mesmo com um cérebro minúsculo e comportamentos relativamente simples, implementam um processo democrático eficiente, que resulta na execução rápida e eficaz da vontade da maioria. É uma evidência de que o ego dos políticos humanos é um dos componentes que prejudicam os processos democráticos. Abelhas, afinal, que se saiba, não possuem ego ou orgulho exacerbado nem pecam pela falta de humildade.

Fernando Reinach

sábado, janeiro 14, 2012

"Tudo o que sei é que eu não sou marxista". Filósofo mais do que agitador, cientista mais do que ativista, amante da democracia. Eis quem realmente era o pai do Manifesto do Partido Comunista. Palavra de quem está arquivando a sua imensa obra ainda inédita: 114 volumes, o último dos quais será publicado em 2020. Em tempo, talvez, para entender em que mundo viveremos, como demonstra um trecho jamais lido do Capital, que parece ter sido escrito hoje. A reportagem é de Andrea Tarquini, publicada no jornal La Repubblica, 08-01-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto. Agitador, revolucionário, profeta inflexível da luta de classes. Foi assim que ele permaneceu na memória do mundo. Mas não: ele foi acima de tudo teórico e cientista, politólogo e pensador crítico sempre curioso, muito atento até às ciências naturais e às novas tecnologias. Acreditava na democracia e na liberdade de expressão muito mais do que se pensa, considerava-as irrenunciáveis. E ele tinha previsto a seu modo a crise contemporânea do capitalismo atual, muito mais do que as ditaduras totalitárias real-socialistas transmitiram. Ele surge do passado como um modernonew-labourista, um progressista alemão ou um liberal norte-americano, dos seus escritos de milhares de páginas amareladas, mas desempoeiradas cuidadosamente em um belo edifício neoclássico aqui de Berlim, no número 22/23 da Jaegerstrasse. Aqui na esplêndida Mitte, a um passo da Gendarmenmarkt, a praça das cerimônias prussianas e do Kaiser, talvez a mais bela da capital. Estamos no quarto andar da Berlin-Brandenburgische Akademie der Wissenschaften, a Academia de Ciências que revê a sua obra e, um volume depois do outro, prepara a sua publicação completa: 114 tomos de hoje até 2020, e sabe-se lá como o mundo será então. "Certamente, ele o tinha estudado e previsto muito melhor de como nos foi dito pelos poderes que ousaram post-mortem", explica o doutor Gerald Hubmann, responsável, ao lado do professor Manfred Neuhaus, do grande trabalho. Mas, enfim, de quem estamos falando? De Karl Marx, justamente ele. Aqui, os seus escritos, livros, anotações, cartas são estudados, relidos de modo crítico e publicados passo a passo. E ele, "o velho barbudo" – como o chamaram, afetuosa e reverentemente, muitas gerações de militantes de esquerda –, juntamente com Friedrich Engels, volta a ser atual sob uma outra luz. É um mergulho na história, o da Jaegerstrasse 22/23. Um mergulho sereno na ducha fria e inquietante da crise do mundo global. Os volumes, reeditados em versão crítica e científica, um depois do outro, se empilham nas salas dos acadêmicos. Mega – "grande" em grego antigo – é o nome do projeto das obras completas de Marx e Engels, revista de modo crítico. Mega, em alemão, é uma sigla: Marx-Engels GesamtAusgabe. Remexendo nas cartas consumidas pelo tempo, descobrem-se coisas que os contemporâneos de Marx queriam ignorar, e que o marxismo-leninismo oficial preferiu censurar. As Teses sobre Feuerbach, explica Hubmann, não fizeram parte, no início, de A ideologia alemã. Foram inseridas apenas depois, e o todo, segundo Marx, era apenas uma coleção de apontamentos "destinados para os ratos". Apontamentos de agitação política entregues aos manuscritos seus da época, todos à pena com correções e rasuras, os desenhos de rostos muitas vezes femininos, talvez esboçados por Engels ao lado. Slogans políticos transformados em ortodoxia na URSS. Em suma: a teoria segundo a qual a existência material determina a consciência, base do materialismo histórico, explica Hubmann, era uma ideia em que Marx não acreditava. "Olhe aqui", diz ele, mostrando um volume reeditado, "Marx disse: 'Tudo o que eu sei é que não sou um marxista'". "Um livro depois do outro", explica Hubmann, "nós, curadores do Mega, descobrimos um outro Marx. Não um 'cachorro morto', não um ideólogo do passado, mas sim um politólogo e cientista atual. Um homem que continuou pesquisando com curiosidade até a velhice e soube ver e prever as raízes da crise de hoje. Estudou, nos seus últimos anos, a evolução do capitalismo, de capitalismo industrial a sistema cada vez mais baseado no crédito e nas finanças e, portanto, exposto às suas oscilações e às suas incertezas", a crises ingovernáveis em detrimento de todos. A reviravolta, a sua fase depois do Capital, começou com o estudo da economia norte-americana: os grandes espaços, a exigência de construir às pressas ferrovias e outras infraestruturas, o crescente apetite por matérias-primas, o boom da agricultura, explicam os acadêmicos, impuseram a crescente dependência da economia real ao crédito: era necessário cada vez mais dinheiro. Mega II/13: eis as análises do Marx idoso sobre os novos processos de circulação do capital, sobre o seu desenvolvimento turbinado como sistema cada vez mais financeiro. Parece ler páginas sobre a crise dos nossos dias, mas, ao contrário, são tão velhas quanto um século e meio. Foi um acaso, um acidente da história que o projeto Mega tenha podido ver a luz do dia. Obras, correspondências e apontamentos de Marx e Engels estavam ao alcance das mãos, no arquivo do SPD [Partido Social-Democrata alemão]. Depois da Revolução Bolchevique, nasceu um volumoso trabalho comum de cientistas social-democratas alemães e do PCUS [Partido Comunista da União Soviética] para organizá-los. Parte do material foi levado para Moscou, outra parte permaneceu na vibrante Berlim da frágil República de Weimar. Foram as raízes da obra completa, mas os dramas daqueles anos a secaram. A pesquisa daqueles cientistas e filósofos também caiu muito rapidamente sob os olhos desconfiados da NKVD, a polícia secreta de Stalin. O ditador, relata Hubmann, não gostou de descobrir certas páginas críticas, certas notas sobre a exigência da liberdade de expressão e do livre debate entre forças políticas e sociais. Menos ainda lhe agradou descobrir que Marx e Engels tinham escrito muito mais do que Lenin e não teorizavam um totalitarismo, muito menos os gulag. Com a brutal reviravolta autoritária na URSS, os cientistas marxistas acabaram mal. Começando pelo seu líder, David Ryazanov, que foi executado por traição em 1938, pouco antes do pacto Hitler-Stalin. Outros acabaram vigiados e só a grande fama os salvou de um pelotão de fuzilamento. Foi o caso de György Lukács, o pai húngaro do marxismo crítico. Mas se Moscou chorava, Berlim não sorria. Veio 1933, a democracia de Weimar foi derrubada por Hitler. Os arquivos do SPD se salvaram por acaso: os social-democratas, desafiando a Gestapo, os levaram a amigos acadêmicos holandeses. "Quem sabe por que, mas, anos mais tarde – narra Hubmann –, na Holanda ocupada, a Gestapo e a polícia colaboracionista jamais pensaram em vasculhar os porões da academia de Amsterdã, jamais descobriram o que de bom grado destruiriam". Veio 1945, a derrota do Eixo e a Guerra Fria com a Alemanha dividida. A URSS e a República Democrática da Alemanha (RDA) retomaram o trabalho de edição completa depois da morte de Stalin, mas Brezhnev o impediu: muitos manuscritos críticos, muitas ideias perigosas de convite à dúvida. O trabalho ficou congelado até o 1989 da queda do Muro de Berlim. "E, embora possa parecer estranho", observam os professores da Jaegerstrasse, "se trabalhamos livremente e com rigor científico no Mega, também devemos isso a Helmut Kohl, certamente insuspeito de simpatias marxistas. O chanceler da reunificação, que amava história, decidiu que, talvez ocultamente, a pesquisa sobre essas toneladas de manuscritos que a RDA havia trancado no porão deveria ser retomada na Alemanha unificada". Passaram-se mais de 20 anos desde aquela enésima reviravolta em que os manuscritos amarelados dos dois barbudos conseguiram sobreviver. Agora, o trabalho continua, dividido entre Berlim, Amsterdã e Moscou. Com o crescente interesse dos preparadíssimos cientistas oficiais chineses, que talvez procuram neles por novas ideias para a futura primeira potência mundial. Eles também descobrem um outro Marx. O homem que, perseguido por quase toda a Europa, ganhava a vida como correspondente do New York Daily Tribune. Revejamos essas páginas: ele narrava como um grande enviado os abalos políticos e sociais ou as crises econômicas da Europa de então, até mesmo os primeiros movimentos operários na Itália ou na Espanha. Não havia as comunicações modernas: Marx e Engels enviavam os artigos para Nova York por navio, tinham que escrevê-los pensando para que não envelhecessem. Jenny Marx, a amada esposa, mantinha a contabilidade de cada expedição. Ela também começou a conservar os mais curiosos e incríveis escritos do marido ancião. Karl tinha renunciado à política, anotava a sua confiança no livre debate e no confronto de ideias e de forças políticas. E começou a estudar as ciências: eis os apontamentos e rabiscos perfeitos sobre a geologia, sobre a física, sobre os primeiros passos da ciência nuclear. E eis, por fim mas não por último, a descoberta mais fascinante, talvez. Marx e Engels, na Europa do capitalismo sem Internet nem jatinhos, criaram uma rede de troca de correspondência internacional. Com líderes operários, com políticos, com cientistas, pessoas de todas as correntes de pensamento ou de tendência: a seu modo, dizem satisfeitos os acadêmicos da Jaegerstrasse, essa foi a primeira rede social. Funcionou durante anos. Seja bem-vindo de volta, querido velho Marx, e desculpe-nos: muitos extremismos opostos do século XX tinham te transmitido mal. Vemo-nos em 2020. Talvez nos serviremos de ti quando sabe-se lá que rosto o capitalismo terá.

segunda-feira, janeiro 09, 2012

E o janeiro de grandes espetáculos completa maioridade neste ano de 2012, chegando à sua 18ª edição. A programação deste que, atualmente, é conhecido no mundo todo como Festival Internacional de Artes Cênicas em Pernambuco reúne mais de 90 apresentações nacionais e internacionais, além de 12 shows musicais e uma série de atividades extras. O evento acontece entre os dias 11 a 29 de janeiro nas cidades do recife, como seu principal pólo, olinda e, pela segunda vez consecutiva, em caruaru. Na capital pernambucana, 12 casas de espetáculos serão utilizadas: os teatros de Santa Isabel, Apolo, Hermilo Borba Filho, Barreto Júnior, Marco Camarotti, Capiba, Luiz Mendonça e Arraial, além de espaços alternativos como a Casa Mecane, Espaço Muda, Centro Cultural Correios e Espaço Fiandeiros. Em Olinda, acontecerão as montagens de rua. Em Caruaru, toda a programação, inclusive com convidados internacionais, ocupará o Teatro Rui Limeira Rosal, do Sesc Caruaru. Nesta edição, que celebra a maioridade do festival, além de mais de 30 produções pernambucanas, estarão na grade espetáculos do Rio Grande do Norte, Paraíba, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Porto Alegre e Brasília. Também participam atrações de cinco outros países, Canadá, Argentina, Portugal, Equador e Chile. Com ingressos populares que variam de R$ 10 a R$ 20, além de atrações gratuitas, o janeiro de grandes espetáculos aposta numa programação bastante diversificada, com produções do teatro para adultos e para crianças, abrindo espaço também para espetáculos de dança e 12 shows musicais, incluindo atividades formativas como aula espetáculo, lançamentos de livros, seminário de dança, mesas de discussão e debates de teatro e dança. A programação do 18º Janeiro de Grandes Espetáculos pode ser conferida no http://janeirodegrandesespetaculos.com/2012/programacao_indice.php
A união brasileira dos escritores (UBE), Secção Pernambuco, irá intensificar o processo de interiorização neste ano de 2012. De imediato, vai instalar novas sedes em Petrolina, Triunfo, Arcoverde e Paulista. Os interessados em participar da UBE devem ligar para a sede através do 3441.7481 ou se dirigir para a UBE no Recife que fica na casa rosada da rua de Santana, 202, no bairro de Casa Forte.

sexta-feira, dezembro 30, 2011

Na manhã desta sexta (30), a presidente do maracatu de baque virado mais antigo do país, o Maracatu Estrela Brilhante de Igarassu - fundado em 8 de dezembro de 1824 -, Dona Olga, filha de Dona Mariú,teve mais um Acidente Vascular Cerebral e está internada na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Santa Teresinha, no bairro da Iputinga.

segunda-feira, dezembro 19, 2011

O projeto “Agentes de Leitura”, inscreve novos agentes até o dia 30 de dezembro. Serão selecionados 55 jovens – seis deles serão articuladores. A ideia é formar uma comunidade leitora nas comunidades, viabilizando empréstimos de livros, rodas de leituras, contação de histórias, saraus literários e criação de clubes de leituras. O processo de seleção conta com três fases. Na primeira, é feita a análise da documentação. A segunda fase, avaliação de conhecimentos, é classificatória, feita por meio de uma prova escrita. Por fim, análise de currículo e entrevistas para averiguar a experiência e qualificação do candidato. O projeto é uma parceria da Fundação de Cultura Cidade do Recife (FCCR) com o Ministério da Cultura. A verba federal destinada para ele é de R$ 231 mil e a municipal, R$ 80.222,98. Cada jovem selecionado recebe uma bolsa de R$ 350, uma bicicleta, boné e camiseta, uma mochila e um acervo de cem livros para levar emprestados a 25 famílias de seu entorno. Os seis agentes articuladores ficarão responsáveis pela supervisão do trabalho dos agentes. A formação continuada é oferecida a todos. Para concorrer às vagas, é preciso morar em um dos 62 bairros contemplados pelo projeto, ter concluído o ensino médio e ter entre 18 e 29 anos. É preciso preencher um formulário de inscrição e apresentar documento de identificação com foto (carteira de identidade ou habilitação); cópia do CPF; cópia do comprovante de residência; cópia do certificado de conclusão do ensino médio expedido por entidade reconhecida pelo MEC; currículo resumido; comprovante de experiência e participação em atividades comunitárias, se for o caso; comprovante de registro do candidato ou de sua família no cadastro único do governo federal, caso tenha; termo de cooperação técnico-financeira preenchido e assinado. Leia o edital. Inscrições podem ser feitas em três locais: Gerencia Operacional de Literatura e Editoração (Av. Rio Branco, n°76-A, Bairro do Recife), Biblioteca Popular de Casa Amarela (Rua Major Afonso Leal, s/n) e Biblioteca Popular de Afogados (Rua Jacira, s/n).

quinta-feira, dezembro 01, 2011

As brincadeiras da Zona da Mata Norte (Cavalo Marinho, Maracatu de Orquestra, Reisado, Coco, Ciranda, Mamulengo e Pastoril) tomarão conta da CASA DO CARNAVAL na tarde do dia 2 de dezembro de 2011. O Convidado do Projeto Cultura e Memória: os mestres contam suas histórias, Manoelzinho Salustiano apresentará na sua fala acontecimentos da sua infância, a religiosidade do caboclo interiorano, as brincadeiras populares, entre outras práticas realizadas ao lado de seu pai Mestre Salu. A continuidade do legado do mestre e a atuação de Manoelzinho Salustiano nas atividades que realiza para a valorização e a salvaguarda das culturas populares também estarão na pauta do encontro.

quarta-feira, novembro 30, 2011

Finalmente, na tarde desta quarta (30), o plenário do Senado aprovou em primeiro turno, por 65 votos a favor e 7 contrários, a proposta de emenda constitucional 33/2009 que estabelece a exigência do diploma de curso superior como requisito para o exercício da profissão de jornalista. Em 2009, o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a exigência do diploma para jornalistas, ou seja, o meu diploma – e de outros confrades – perdeu o valor por três anos, mas está a um pé para voltar com gosto de gás!!! A emenda terá, ainda, de ser votada em segundo turno pelo plenário do Senado - não há data para essa votação. Se aprovada em segundo turno, vai para a Câmara dos Deputados, onde também terá de passar por dois turnos de votação. Se for modificada na Câmara, volta para nova apreciação do Senado, cumprindo a velha burocracia brasileira. Os senadores se revezaram na tribuna em discursos a favor e contra a proposta, de autoria do senador Antonio Carlos Valladares (PSB-SE). O relator da matéria, senador Inácio Arruda (PC do B-CE) defendeu a exigência do diploma. "Arguir que a profissão de jornalista criaria embaraço para a liberdade de expressão e do pensamento é um verdadeiro escárnio. O que cria embaraço para a expressão da liberdade de pensamento é o monopólio na mídia", afirmou Arruda. O líder do PT, Humberto Costa (PE), pediu à bancada que votasse a favor da PEC. "Entendemos que isso é extremamente justo", afirmou. Para Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), "o que se fez aqui foi contornar a decisão do STF. Não há aqui nenhum interesse público na aprovação dessa PEC". Segundo Nunes, a atividade de jornalista "é instrumento ligado à liberdade de expressão. Não cabe nenhum tipo de restrição". Fernando Collor (PTB-AL) disse que a proposta é o "embrião para o controle 'social' dos meios de comunicação". "Nesses últimos anos, esses cursos de jornalismo, o que mais têm feito é formar analfabetos funcionais", criticou. Senadores reclamaram que a proposta foi colocada em votação sem um acordo prévio. "Uma votação como essa precisa pelo menos ser combinada com o colégio de líderes, e não houve isso", afirmou Renan Calheiros (PMDB-AL). "A mesa tem a competência de fazer a agenda. Agora, essa PEC não é novidade. Há um mês, um mês e pouco ela é discutida", respondeu o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).
O atacante rubro negro, Marcelinho Paraíba, neste momento, está detido numa delegacia em Campina Grande, junto a um grupo de amigos. O atleta está sendo acusado de estupro por uma jovem e o ocorrido teria sido durante uma festa em uma granja de propriedade dele. A moça está sendo encaminhada para exame de corpo de delito e Marcelinho está prestando depoimento. No último sábado (26), o jogador sagrou-se junto com o Sport Club do Recife para a série A do Campeonato Brasileiro de Futebol. UPDATE: O atleta continua detido e pode ir para o presídio. Aguardamos novidades. UPDATE 2: No depoimento, Marcelinho Paraíba defendeu-se, dizendo que estava com um grupo de 30 pessoas em uma chácara e que não havia assediado ninguém. O presidente do Sport Club do Recife, Gustavo Dubeux, disse que daria todo o apoio jurídico necessário ao atleta. UPDATE 3: O atleta foi autuado em flagrante por estupro e deve ser transferido ainda hoje para a Penitenciária de Segurança Padrão. Três dos seus amigos foram autuados por desacato e devem ser soltos por fiança.

domingo, novembro 27, 2011